Antes de falarmos da música propriamente dita, vamos falar de assuntos relacionados.
Recentemente tivemos alguns anúncios relacionados a carreira e a vida da Techi, e algumas outras novidades desde o último post que falava de todos os lançamentos musicais solo da Techi até então.
No âmbito pessoal, a grande notícia foi o surpreendente casamento da Techi com o ator Fuju Kamio. Sério, a notícia foi não só repentina, mas acho que ninguém sequer sabia que a Techi estava namorando alguém.
Eu não o conhecia, e olhando a lista de trabalhos dele, eu realmente que não vi nada em que ele tenha atuado. Ele é creditado no MV de “Sing Out” do Nogizaka46, que é uma música que eu gosto bastante, mas sinceramente não me lembro onde ele possa ter aparecido naquele videoclipe.
Espero só que ele cuide bem dela e eles tenham um casamento feliz. Acho que é só o que os fãs poderiam pedir.
Para o anúncio, eles fizeram até um postzinho dramático no instagram, com fotinha produzida e tudo. Eu não esperaria menos da Techi.
(Não vou mentir, nunca esperei escrever “Hirate Yurina” e “casada” na mesma frase)
No âmbito profissional, temos várias novidades. A principal dela foi o anúncio do seu primeiro álbum, denominado “Muhyojo na Hyojo”, que tem sido traduzido como “Expressão sem expressão”.
A versão mais completa a ser lançada virá recheada de coisas bem interessantes.
Ela vai incluir os videoclipes anteriormente lançados, assim como os making-of dos respectivos videoclipes. Também haverá um making-of dos ensaios que resultaram nas capas do álbum, incluindo também um photobook com imagens não lançadas. Não ficou muito claro o tamanho do photobook em si.
Além disso, quem comprar essa versão vai ter preferência na compra de ingressos para um vindouro show da Hirate. Eles mencionam também um futuro evento on-line, mas não foi especificado que tipo de evento será. Aparentemente há também ingressos para o evento de passagem de som e ensaio. Não é muito comum vender ingressos para ensaios, mas é algo que eu certamente pensaria em ir.
A outra novidade é o próprio concerto em si. A Techi vai ter um concerto no Nippon Budokan em 20 de agosto deste ano. O Nippon Budokan já foi no passado o principal palco de shows no Japão. Tocar por lá era estar no auge para a maioria dos artistas. Com o tempo, porém, ele foi suplantado pelo Tokyo Dome, tanto em capacidade quanto em relevância. Ela ainda é uma arena muito prestigiada, e fico feliz que a Techi esteja indo pro Budokan como artista solo, mas ainda há um longo caminho para que a Techi, quem sabe, possa voltar ao Tokyo Dome um dia.
Até porque o último show da Techi no Tokyo Dome é um pouquinho traumatizante, como membro do Keyakizaka46 em 2019.
As capas do novo álbum ficaram bem legais.
A capa da Regular Edition é a minha favorita. Por sorte, geralmente é essa que vai para quase todas as plataformas de streaming e de catálogos.
Mostrando mais uma vez que alguém, ou até a própria Techi, gosta muito de mãos.
Comentei isso com uma amiga, a capa do Limited A em específico me incomodou um pouco. Me dá uma sensação um pouco ruim quando vejo alguém com a bochecha marcada assim. Uma sensação de que a pessoa não está muito saudável? Bem, ao menos nas outras capas (e no videoclipe de "Kill or Kiss") isso não é perceptível, então provavelmente foi só o jeito em que a foto foi tirada.
Obviamente, isso pode ser só uma
preferência pessoal dela, e se for, a gente não tem nada a ver com isso.
Ah sim, isso é algo que notei no último concerto dela, que foi transmitido no YouTube. Aparentemente a Techi fez uma tatuagem na parte interna do braço direito dela. Não é 100% garantido, porque ela fez algumas tatuagens temporárias para o videoclipe de “I’m Human”, mas essa aparentemente apareceu em alguns outros momentos. Não é muito fácil confirmar uma tatuagem embaixo do braço, obviamente.
Além disso tudo, a música de hoje, “Kill or Kiss”, também vai ser usada para um anime chamado “Marriage Toxin”. Eu realmente não faço ideia do que se trata, mas que bom que ela tem conseguido colocar músicas em outras coisas.
A Cloud9 me parecia um pouco atrás nesse quesito, comparado ao período da Seed & Flower. Acho que as coisas começaram a andar um pouco mais agora.
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A letra de “Kill or Kiss” é um pouco enigmática, mas acho que o videoclipe dá algumas pistas sobre os significados da letra. A letra, de forma isolada, parece falar de algum tipo de relacionamento tóxico, no qual duas pessoas parecem ter uma atração forte uma pela outra, mas que não estão dispostas a abandonar outras coisas.
No videoclipe, a minha impressão é que essas “outras coisas” trata desse estilo de vida criminoso, no qual o personagem da Techi parece envolvido. Durante o videoclipe, tentei achar alguma associação dessa música com “All I Want”, que também tem um MV sobre uma vida criminosa, com uma temática mais de máfia.
No videoclipe de "All I Want" a história é bem parecida. Duas indivíduas criminosas se apaixonam enquanto parecem fazer parte de algum tipo de máfia. Em algum momento, porém, o personagem da Techi tem que executar essa amante dela, por um crime cometido por ela contra a máfia em si. Essa é uma das músicas mais legais e um dos videoclipes mais bem feitos da Hirate, e acho que teria sido bem legal se fosse uma continuação direta.
Não dá para descartar completamente a associação, mas não há nada muito explicito no sentido de continuação.
Daqui para frente vou comentando de acordo com as screenshots.
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O começo do videoclipe tem a Techi aparecendo em algum canto, esperando para dar o bote no que parece ser um mafioso. Será que é certo eu achar fofo uma assassina tendo a bochecha apertada durante uma luta com outros mafiosos?
Há também as cenas dela na banheira, vestida com as roupas que ela aparece nas principais cenas de ação do filme. Ela aparece toda ferida, o que dá a impressão de que isso é depois de todo o combate. Não há muita continuidade disso com o final do videoclipe, por isso parece ser mais uma cena ilustrativa.
Ela passa a usar uma faca para atacar pelo corredor. As cenas de ação são muito bem feitas. Acho que é um pouco difícil não associar as cenas de ação com o estilo que vemos em filmes como John Wick. Eu sei que esse filme não inventou isso, mas até a edição parece um pouco reminiscente. As cenas mais adiante lembram até um pouco Matrix na maneira como elas são mostradas.
Ela enfrenta inimigos armados, e até desvia de um tiro, mas ela não é mostrada no MV como imparável. Na verdade, ela apanha até que bastante dos adversários.
Não é à toa que uns 80% dos comentários desse vídeo no YouTube são de pessoas pedindo para a Techi estrelar algum filme de ação.
Ah, aqui temos algumas cenas importantes. Primeiro, porque aqui é onde começa o segmento com armas do videoclipe, que eu acabei de mencionar que lembra um pouquinho o estilo Matrix de execução. Momento Techi sendo a Trinity.
A segunda coisa é que há cenas de um baile, e que são talvez a parte menos clara da história. Ele aparece bem rápido, e temos menção a ele novamente quando há a troca de roupa da Techi logo mais, mas ele é tratado só como um pano de fundo.
Nesse videoclipe, a Techi usou lentes azuis durante o vídeo todo. Isso é visível desde a primeira cena, mas coloquei agora porque é o primeiro shot bem claro. Acho que é só uma decisão estética, e diria que ficou até legal.
O último quadro é quando temos o refrão da música de fato. E como ele fica legal com as cenas de ação!
No primeiro quadro a Techi parece
bem kakkoii. Pausando para pegar os frames certos das screenshots, dá pra notar
que o "flash" do tiro é realmente um flash/luz acionado por alguém.
Pensando bem, isso deve ser bem difícil de fazer em algumas cenas, porque são
vários disparos em sequência.
Não sei se dá para considerar um
erro de continuidade, mas a arma que ela pega de um dos minions anteriormente
não tinha silenciador.
Bem, não seria completamente maluco ela simplesmente ter colocado, mas a essa hora barulho de tiro já não era novidade nesse edifício.
Na cena seguinte, que vemos nos outros três quadros, ela é desarmada por uma capanga, e a cena de luta é realmente bem boa. Novamente, a cena é bem visceral, embora tenha talvez a única cena um pouquinho mal feita.
Digo, para um videoclipe está ótimo, mas o que vemos no terceiro quadro, quando a capanga bate a cabeça da Techi na mesa, dá pra ver que não só não encostou, como não passou nem perto.
Apesar disso, eu gosto que o personagem da Techi é extremamente objetivo. Sem brigar por brigar, é só pegar a faca e dar nas costas ou no pescoço dos inimigos. Sem showoff.
Na cena seguinte, a Techi aparece em algum tipo de traje de gala, indo para algum lugar luxuoso. Chegando lá, ela é atacada por vários minions. Ela segue beem kakkoii nessas cenas, e bem bonita nessa roupa também. Me faz pensar que em alguma outra timeline talvez a Techi seja alguma moça da high-society, ao invés de uma ex-idol de Aichi.
Ela não parece machucada, então não dá pra ter certeza se essa cena é uma continuidade exata do que estávamos vendo anteriormente.
A cena de ação em si é excelente, sendo a melhor parte do videoclipe. Eu poderia colocar mais screenshots das cenas, mas eu realmente prefiro que vocês vejam (e revejam) essas cenas. Dá pra ver que eles se dedicaram muito na montagem dessas cenas. O refrão da música novamente se encaixa muito bem com as cenas de ação.
Em meio às últimas cenas de ação, temos uma pequena cena de alguém colocando algo em uma bebida. Não dá pra dizer muito por esse ângulo, mas as unhas compridas poderiam sugerir que fosse uma mulher, mas quando vemos parcialmente o rosto da pessoa esperando pela Techi, já não parece tanto assim. É difícil dizer.
O MV termina com a Techi bebendo o champagne, que parece ter sido envenenado de alguma forma.
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O videoclipe é todo muito bem feito, e a música também me agradou bastante. Acho que aquela crise de identidade do período HYBE e começo do Cloud9, aos poucos vai passando. Acho que os últimos singles já tem uma cara própria, e hoje dá para saber bem que tipo de música a Techi faz.
Se alguém esperava outra coisa, acho que a expectativa pode ter sido frustrante, porque acho que muito esperavam que ela fizesse algo na linha do Keyakizaka46, ou das músicas solo que ela tinha no seu tempo por lá.
Bem, acho que ainda há um certo espírito de Keyaki nas músicas dela, no sentido de eles tocarem em temas bem delicados, e de não serem músicas conservadoras nas propostas. Apesar disso, musicalmente é bem natural que ela quisesse um caminho próprio.
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Obrigado por ler.



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