Sério, eu fiquei realmente
impressionado quando vi que já havia dois anos desde o último post de single
do Keyakizaka46. O tempo realmente voa.
“Silent Majority” é sem dúvida a
música mais lembrada do Keyakizaka46, mas acredito que de alguma forma
“Fukyouwaon” seja um marco temporal ainda mais relevante para a história do
grupo. Esse foi o ponto em que muitos fãs conheceram o grupo, e o primeiro
single de uma sequência de singles altamente bem-sucedidos comercialmente.
Esse sucesso se deve a muitas
coisas.
Primeiro, a base sólida que já
havia sido construída nos três primeiros singles. “Fukyouwaon” é o que as
pessoas costumam pensar quando ouvem falar de “Keyakizaka46” – tanto
esteticamente quanto musicalmente. Isso tudo, claro, já havia aparecido antes
de alguma forma, mas Fukyouwaonera a forma final de muitos desses
conceitos experimentados anteriormente.
O segundo ponto é simplesmente
que o single tem músicas muito boas.
No fim, não importa o quão bem
produzido é o seu grupo, o quão boas são suas idols, se no fim suas músicas não
estiverem à altura. “Fukyouwaon” entrega algumas das músicas mais memoráveis do
grupo, e por isso é tão lembrado pelos fãs.
Por isso, hoje vamos revisitar
várias das coisas que compuseram a existência desse período.
--
Lembrete de sempre: eu não sou
crítico musical e nem nada do gênero. Sou apenas um fã e entusiasta. Por isso,
não leve nada aqui a sério demais.
--
- SENBATSU
Esse é inclusive o primeiro momento
em que me recordo de haver um sentimento um pouco mais forte de que as coisas
não deveriam ser assim. Muitas pessoas passaram a questionar o center da Techi,
e acho que foi nesse período que algumas pessoas ficaram desgostosas com ela,
embora não fosse culpa exatamente dela.
Talvez os nomes mais ventilados
na época fossem os da Imaizumi e da Neru. Algumas pessoas falavam de outros
membros populares como a Watanabe Rika, mas acho que essas pessoas nunca viram
a Rika tendo que falar sozinha. Lembro também de algumas pessoas argumentarem em favor da Risa. Acho que as duas primeiras e a Risa teriam sido boas
escolhas, mas não tenho certeza se elas combinariam com essa música
especificamente.
As coisas já não estavam muito fáceis
para a Techi também. Esse certamente é o primeiro single “problemático” para
ela. Em uma entrevista com a Rockin’ in Japan [1], em dezembro de 2017, ela comentou
algumas situações daquele ano (que ainda incluiria o álbum “Masshirona
Mono wa Yogoshitaku Naru” e o single “Kaze ni Fukaretemo” como lançamentos
principais):
- De coisas desse tipo, você
encontrou algo em que você possa confiar?
H: Eu adoro comida, e sair para
comer com alguém. Quando eu estou pronta para comer, eu entro em algum tipo de
transe, e apenas por aquele momento, eu esqueço tudo. Essa é a minha recompensa.
- Então tem sido assim.
H: Tem sido assim.
- Dolorido dessa forma.
H: Dolorido dessa forma
(risadas). Não havia ninguém que pudesse simpatizar comigo. Acho que os outros
membros nunca se sentem assim.
Vamos referenciar essa entrevista novamente em alguns outros momentos mais adiante, porque ela revela alguns bastidores interessantes sobre algumas coisas de Fukyouwaon.
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TRACKLIST – “Fukyouwaon” 05/04/2017
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1. FUKYOUWAON
"Fukyouwaon" é primariamente uma música sobre resistência e revolta. Algumas pessoas têm interpretado a música de forma mais política, e de fato, a música chegou a ser usada em alguns contextos políticos por terceiros.
O videoclipe de Fukyouwaon, embora muito bem produzido, tenta passar através da energia da coreografia parte desse sentimento de revolta expresso na letra da música. A coreografia é uma das mais icônicas do grupo, e também uma das mais difíceis, sendo sempre um dos momentos mais legais dos concertos.
No primeiro post do nosso passeio online pelo Street View, eu cheguei a deixar por lá a localização exata da gravação do videoclipe. O local infelizmente não é acessível, mas é visível de um local próximo. Nada mais é do que uma zona portuária.
Também mencionei por lá, que supostamente existe uma versão desse videoclipe que teria sido gravado em Taiwan. Não há muitas informações sobre isso, mas é bem provável que simplesmente não tenha ficado tão bom quanto eles esperavam. Fica aí o desafio para os amigos das Lost Media.
É até um pouco engraçado, porque o Keyakizaka46 tem videoclipes muito mais produzidos e cheios de grandiose do que "Fukyouwaon", porém esse que nada mais é do que garotas correndo e dançando em um porto, tenha se tornado um dos mais icônicos e lembrados.
Quase a letra toda de "Fukyouwaon" é digna de algum tipo de comentário, mas acho que é difícil contê-los somente dentro da arena da música. Embora a música não endosse nenhum tipo de visão política específica, ela tem sido muito entendida como uma revolta contra o conformismo no geral.
"[...]
Eu não tenho medo da discórdia,
Mesmo que eu seja odiada, eu tenho minha própria justiça
Está tudo bem se eu for acertada
Desistir mesmo que só uma vez é o mesmo que morrer
Se você quer me controlar, faça isso depois de me matar!
[..]"
Essa última estrofe é um bom resumo da letra no geral. É bem interessante, porque esse sentimento pode ser emprestado para vários sentimentos relacionados a vida e a política. Por isso, acho que não há uma interpretação correta e específica sobre os significados dessa música.
Acho que a música se encaixa em qualquer posição que julgue estar lutando contra uma injustiça. É claro, nem todas as visões sobre o que é justo ou injusto tem o mesmo mérito, mas dá para enxergar as pessoas se sentindo assim por diversas razões.
O videoclipe de "Fukyouwaon" teve um especial produzido pela M-ON (Music On TV), uma emissora a cabo japonesa, que documenta a produção do videoclipe. Há vários detalhes bem interessantes sobre o videoclipe lá, desde coisas triviais até o sentimento dos membros durante a produção.
Por exemplo, é mostrado que no dia da gravação a temperatura era cerca de 2ºC. Tenha isso em mente quando for ver essa garotas dançando de saia a beira mar.
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| Nunca vou deixar de ficar impressionado com os caras carregando a câmera assim |
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| Adoro todo mundo fazendo pose... mas principalmente a cara da Sugai |
Isso também acontece porque a percussão é quase toda composta por impacto ao invés de swing, que é o mais comum em músicas pop desse tipo. Isso dá essa sensação mais mecânica à música, o que também combina com o estilo quase militar que algumas músicas do Keyakizaka incorporavam nessa época.
Para os vocais eles usam um tipo de técnica que eu gosto bastante em grupos com muitas pessoas, é um tipo de "chamar e responder". Há muitas trocas de vozes, como se uma voz estivesse convocando a outra, ao invés do tradicional coro usado na grande maioria da músicas. Se você notar, boa parte das frases da Techi são mais faladas do que de fato cantadas (cantadas no sentido mais tradicional de "cantar").
Há bastante distorção nas camadas da música, principalmente no baixo e bateria. A base principal é a do sintetizador, como é bem notável durante toda a música. Escutando a faixa isolada (sem os vocais) dá para notar que há também algum tipo de violão ou guitarra acústica bem distorcida.
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| Kakkoii Dani... e o videoclipe com mais cabelo na cara antes de "Glass wo Ware" |
Eu também queria destacar uma performance com a Sugai center no The Last Live. Essa live foi feita durante o período pandêmico, quando o grupo já estava para acabar, mas a produção caprichou bastante. A Sugai me surpreendeu bem como center dessa música. Acho que a Techi é realmente insuperável no papel principal dessa música (o que eu já não acho para algumas outras), mas essa versão também é muito bem-vinda.
Há alguns detalhes interessantes relevados pela Techi para a Rockin' in Japan, entrevista que já citamos anteriormente:
- Para perguntar de um ângulo um pouco diferente: Nesse último ano, sobre o que tem pensado?
H: Houve muitas coisas dolorosas, mas a primeira foi bem grande: perder minha voz. Isso durou por cerca de um mês. Isso nunca me aconteceu antes, então eu não sabia como tratá-la. Só que a gravação do álbum estava começando, e as pessoas me disseram que não gravar iria arruinar tudo. Eu havia ouvido as músicas, e estava pronta para cantá-las a qualquer hora, mas a minha voz não saía, então eu meio que desisti. Mas eu sabia que se eu não fizesse, as pessoas iriam falar muita coisa, então eu entrei na cabine de novo e de novo para praticar, e no fim eu fui capaz de cantar.
"Eccentric" foi a mais fácil de cantar, e eu estava trabalhando nela por um bom tempo, mas foi só quando eu entrei no clima com Fukyouwaon que minha voz finalmente apareceu. A primeira vez, minha voz foi terrível, mas gradualmente foi voltando, e uns dois dias depois eu fiz a gravação. Então essa música é bem grande pra mim. Porque eu estava brava, a minha voz decidiu sair (risadas). Isso acontece muito. Eu frequentemente ganho força quando estou brava, etc.
Um detalhe interessante e que pode ter passado batido, e é até bem óbvio quando você para para pensar, é que todas as músicas que acabaram no single, já estavam sendo gravadas pensando no álbum que sairia alguns meses depois, e não em uma sessão separada do single. Acho que a maioria, eu incluso, seria levado a pensar que a gravação do single e do álbum aconteceram em sessões diferentes, mas ao que tudo indica, não foi o caso.
Ela ter perdido a voz era novidade na época. A performance da Hirate na música é muito boa, então acho que não havia muito motivo para suspeitar que ela tivesse perdido a voz um pouco antes da gravação.
2. W-KEYAKIZAKA NO UTA
"W-Keyakizaka no Uta" é certamente a música que mais me remete à época. A música é quase um pequeno resumo da história do grupo até então, focando um pouco mais nos sentimentos do grupo, em conjunto com as meninas do Hiragana Keyakizaka46 (futuro Hinatazaka46).
Essa música tem um sentimento bem interessante de nostalgia. Ela me lembra um pouco o sentimento que outra música, dessa vez do AKB48 ("10nen Zakura") passa. Ambas são músicas com um certo sentimento de nostalgia, mas com um leve toque do lado negativo disso - a sensação de algo que nunca mais vai voltar. Ambas fazem isso com uma música bem feliz.
A letra "W" é muitas vezes usada em japonês para significar "double". Você vai ouvir ele algumas vezes em contexto de músicas de idols com termos como "W-Center" que nada mais é do que um center duplo. Por isso "W-Keyakizaka" quer dizer só "dois Keyakizakas" ou "duplo Keyakizaka".
Tanto a letra quando o videoclipe contam histórias bem próprias e interessantes, com metáforas simples mas bem pertinentes aos seus respectivos grupos. Na letra da música temos:
"Eu me pergunto quando comecei a subir essa ladeira?
Quando me dei conta, estava olhando para um cenário desconhecido
O caminho diante de mim, que meus olhos achavam que fosse plano
Era apenas um pouco inclinado
Essa era provavelmente minha esperança
O eu do passado não queria fazer nada
Era um mundo sem sonhos e sem amor"
A primeira estrofe faz alguns trocadilhos com o termo "Sakamichi", nome da franquia de grupos dos quais ambos faziam parte (juntamente com o Nogizaka46), que teria como tradução literal "ladeira" ou "subida". Sim, é por isso que o símbolo dos grupos é um triângulo.
O "cenário desconhecido" é certamente a chegada delas no grupo. O grande plano desses grupos é que seus membros são, no geral, pessoas comuns que vão ser esculpidas para se tornarem idols, e possivelmente, estrelas. Por isso, todas elas eram apenas pessoas comuns, muitas das quais certamente não tinham lá muitos sonhos ou planos ambiciosos - ao menos até o grupo entrar na vida delas.
Na música, são citadas algumas vezes as formas como o grupo de fato mudou a vida delas de alguma forma:
"Que tipo de céu está acima das montanhas adiante?
Ao invés de ficar parada e imaginando, faça acontecer
Eu sou completamente diferente do eu de ontem
A subida ficou tão íngreme que tenho que parar para respirar"
Esse trecho é bem interessante, porque ele de fato fala sobre a mudança que isso trouxe, mas também fala do quão difícil é esse caminho. A subida para que as coisas deem certo dentro do grupo é certamente íngreme, e pode ser bem cansativa tanto metaforicamente quanto em termos práticos.
O videoclipe foi gravado em uma ladeira, veja só você. Uma observação interessante, é que vendo um vídeo gravado por um fã no local, essa ladeira parece bem menos espaçosa do que o vídeo faz parecer. É o tipo de coisa que é possível de se fazer com o ângulo da câmera, similar a um campo de futebol que parece extremamente largo na TV, mas parece bem menor ao vivo.
A cena seguinte tem os membros enfileirados e caminhando pela ladeira. O principal motivo pelo qual eu comentei que a ladeira que vemos no video acima parece bem pequena é justamente por causa dessa cena. Tem 20 pessoas enfileiradas nisso aí.
Elas passam por um ponto de ônibus onde a Neru está esperando. Ela é deixada para trás, embora alguns membros tenham notado ela. Ela parece conversar algo com os membros, que seguem andando. Acontece então que a Yonetani volta para buscar a Neru, que passa a fazer parte da formação.
Essa cena tem uma base real. A Neru foi a primeira membro do que ficou depois conhecido como Hiragana Keyakizaka46 (futuro Hinatazaka46), e por isso ela está usando uma cor diferente. As meninas do Hiragana aparecem depois no videoclipe, com essa mesma cor. O que também é verdade é que a Neru de fato "ficou para trás" nas audições do grupo.
A história que se conhece é que a mãe dela levou ela de volta para Nagasaki, cidade onde morava, na véspera das audições finais do Keyakizaka46. Diz-se que ela chorou tanto que os pais dela não tiveram muita escolha senão ceder, e foram até Tóquio conversar com o staff do grupo para pedir uma chance para a filha. Estranhamente, isso deu certo. Imagino que eles já tivessem os planos de contar com a Neru de qualquer forma. Ou talvez o segredo sempre foi só perguntar. Acho que pouca gente deve ter tentado isso.
Essa não é a única idol que eu me lembro de ter convencido os pais no choro. A outra que me vem a cabeça é a Yukiko Okada.
Então essa pequena passagem conta essa história.
Esse single, por sinal, é o último da Neru como membro do Hiragana Keyakizaka46. No single seguinte, até a sua graduação após Kuroi Hitsuji, ela foi membro do Kanji Keyakizaka46.
A cena seguinte conta com as meninas do Hiragana Keyakizaka46, utilizando o mesmo tom de verde da Neru. Sempre achei meio simbólico ver a Neru no meio das meninas do Kanji Keyakizaka46 ao invés de no meio das meninas do Hiragana. Sempre achei que ela mesma sempre preferiu estar por lá.
Nessa cena há outras referências a outras coreografias, inclusive do último single "Futari Saison".
As cenas seguintes mostram a Techi caminhando sozinha e passando ao lado de um grupo de estudantes comuns. Esses estudantes comuns são os próprios membros (incluindo a própria Techi). Após isso, a Techi observa enquanto eles vão embora. A ideia da cena é mostrar o que elas tiveram que deixar para trás.
A música em si também tem aspectos bem interessantes. Embora algumas músicas do Keyakizaka46 tenham algum tipo de estilo militar, essa música lembra bem mais uma música de marcha cerimonial do que diversas outras. Eu gosto bastante que dá pra ouvir os pratos (ou algum instrumento muito similar) durante vários versos, assim como o tarol. Combinando os dois, dá pra entender como eles construíram uma música pop com alguma sensação de marcha.
Há algumas camadas de cordas também, aparentemente violinos, o que também ajuda na sensação de hino que a música tem. Acho interessante que eles construíram uma música pop com alguns elementos até que bem complexos.
3. HOHOEMI GA KANASHII
A letra conta o drama de duas garotas que descobrem que estão apaixonadas pela mesma pessoa:
"[...]
Eu não consegui encontrar palavras
Para dizer para minha melhor amiga
Mas não porque nós brigamos
Nós decidimos falar uma para a outra
De quem nós gostávamos
Desde que descobrimos que gostamos da mesma pessoa
Meu coração está doendo"
Apesar disso, a música termina com as duas decidindo ignorar esse conflito:
"[...]
Qual de nós vai terminar amando sozinha?
O que acontece se o meu amor for correspondido?
Você ficaria feliz por mim como amiga?
Eu não consigo não ficar preocupada
[...]
Não há mentiras no meu sorriso,
Eu sei que só há a verdade nele
Eu vejo no fundo dos seus olhos
Embora estejam cheios de lágrimas
Em breve voltaremos
A ser amigas que gostam uma da outra"
É uma música bem agradável no geral, embora não esteja entre as mais memoráveis.
4. TUNING
Após não terem nenhuma música em Futari Saison, as Yuichanzu retornam com mais uma música. Ela segue em um estilo parecido com o que vimos em "Shibuyagawa", música do primeiro single. Ela se distancia um pouco mais da última música delas até então "Bob Dylan wa Kaesanai".
"Bob Dylan wa Kaesanai" tinha um tom bem mais melancólico, enquanto "Tuning" tem um tom mais positivo e um pouco mais esperançoso. Apesar disso, musicalmente todas as três músicas tem vários detalhes em comum.
As três músicas tem poucas camadas sonoras. Isso é o jeito difícil de dizer que elas tem poucos instrumentos tocando ao mesmo tempo. Isso permite dar um pouco mais de destaque aos vocais e as melodias individuais de cada instrumento. Isso é bem diferente das duas primeiras músicas do single, onde temos uma variedade bem grande de instrumentos sobrepostos para criar a estrutura da música.
Nas músicas das Yuichans você sempre vai ter uma sensação de que os sons são bem arredondados. É estranho falar de "arredondado" em termos de som, mas a música é capaz de passar esse tipo de sensação. O bom disso tudo é que, como já citado, os vocais se sobressaem muito - e as Yuichans são muito boas cantando. As melhores cantoras do grupo, sem dúvida nenhuma. Ah, não vou mentir, eu queria tanto que a Imaizumi tivesse seguido como cantora e não como atriz ou modelo. Acho a voz dela muito linda. A Koba manda muito bem na faixa também.
Estranhamente, eu já vi algumas pessoas que não gostam muito dessa música. Acho que a similaridade dela com "Shibuyagawa" leva algumas pessoas a acharem a música pouco criativa. Pessoalmente eu gosto bastante dessa música e acho ela muito bonita, e não me incomoda ela lembrar um pouco outra música, até porque elas não tem lá tantas músicas assim.
A música soa como uma canção de amor, e a letra é realmente sobre algum tipo de amor. O título "Tuning", cuja tradução seria "afinação", usa do termo para falar da compatibilidade, ou melhor, da afinação entre duas pessoas.
"Assim como,
Estamos afinados um com o outro
Eu encontrei você,
Há uma canção que eu sempre treino em meu quarto
Eu gostaria de colocar o meu amor nela
E tocá-la para você em meu violão
É muito melhor do que qualquer palavra
que eu poderia dizer
Nosso amor está afinado em conjunto"
A música tem várias pequenas referências musicais, usando elas como metáforas para os sentimentos do eu-lírico. Ela é bem bonita.
O videoclipe de "Tuning" também é bem divertido, e eu gosto bastante dele.
Ele mostra as Yuichans vivendo no ano de 1973, sendo donas de um restaurante (ou café) com um estilo ocidental. Estão servindo até macarronada!
No videoclipe elas são uma dupla musical. Se fosse na internet de quinze anos atrás eu teria colocado "dupla sertaneja" com "sertaneja" riscada.
A história porém tem uma virada interessante. Em um certo momento, elas se veem no tempo atual (ou melhor em 2017), no mesmo restaurante. As pessoas agora tem computadores, comem panquecas doces e crianças ficam jogando Monster Hunter no meio da rua em consoles portáteis. Logo, elas encontram outras peculiaridades dessa era moderna.
Elas são até recrutadas para tirar fotos porque alguém achou o estilo "retrô" delas bem fashion. Novamente, a imagem não faz justiça a cara de confusa da Kobayashi nessa cena toda.
Após isso, elas se lembram do concerto que elas deveriam fazer. O tempo então volta ao ano de 1973 e o videoclipe segue assim até o final.
5. WARETA SMARTPHONE
Essa é uma música da unit "Aozora to Marry", composta por Sugai Yuuka, Shida Manaka, Watanabe Risa, Watanabe Rika e Moriya Akane.
Essa música é um tanto diferente dentro da discografia do Keyakizaka46. Na verdade, ela parece muito as músicas do começo do AKB48, como "Skirt, Hirari". Ela tem os tradicionais riffs de guitarra dessa época, e a música com uma certa sensualidade no som.
A letra trata de um tema interessante, embora eu consiga ver várias interpretações possíveis para a música.
A mais simples é que a música fala do comportamento das pessoas com seus celulares e a internet.
"Parece que alguém,
Em algum lugar
Está falando mal de mim
E assim vou através do dia
Com olhos vidrados
Isso não me incomoda
Ou pelo menos foi o que eu disse, mas
Me pergunto porque não consigo me acalmar"
A tela está trincada
No smartphone que estou usando
Me pergunto onde derrubei o meu amor?
O amor está cheio de cicatrizes"
Há várias interpretações possíveis. O eu-lírico admite que apesar de fingir que não, as pessoas falando mal dela, incomodam bastante ela. Acho que isso é algo bem comum para pessoas que são famosas na internet, ou pessoas que se dispõem a discutir na internet (malucos).
Ela não só se incomoda com tudo isso, mas ela passa a criar um comportamento similar em resposta a isso:
"[...]
Alguém, em algum lugar
Eu quero falar mal deles
Eu quero fazer algo imperdoável
[...]"
Na letra, a impressão é que o eu-lírico quer só se vingar e falar mal de alguém.
No videoclipe, por outro lado, acho que há um certo innuendo com duplo sentido. Os personagens são sempre mostrados esperando por alguém, ou tentando entrar em contato com alguém. Um dos personagens chega a ter contato com essa outra pessoa, recebendo um buque de flores, enquanto os outros tem apenas insinuações.
Acho que nunca vi a Moriya tão bonita quanto nesse clipe.
Me pergunto quantas fanfics devem ter saído desse abraço.
6. BOKUTACHI WA TSUKIATTEIRU
"Bokutachi wa Tsukiatteiru" é a música do Hiragana Keyakizaka46, com a Neru como center.
Como a maioria das músicas do Hiragana Keyaki, essa é mais uma que é bem melhor do que eu lembrava. Também, como era característica de boa parte das músicas do Hiragana pelo menos até o Hashiridasu Shunkan, ela tinha um tom bem alegre e feliz.
A letra da música fala sobre amor. Mais especificamente, fala de um amor secreto que eventualmente é revelado para todos.
"[...]
Agora podemos gritar ao vento que estamos a sério,
Eu não consegui dizer até hoje
Esse amor que escondemos em breve seria descoberto
De alguma forma, de algum jeito
O ar está mais limpo
O feliz fato de estarmos juntos
Se revelou agora
Para todo o mundo ver
Nós podemos beijar um ao outro"
Grande parte da base da música parece ser um piano/teclado, mas a música é bem variada instrumentalmente. Algumas partes tem uma faixa de baixo bem gostosa de ouvir. A parte vocal é quase toda em coro. Sempre falo que gosto de ouvir as vozes menos condensadas , e essa faixa não tem muito disso, mas acho que combina com a música.
7. ECCENTRIC
Há muita coisa para comentar sobre "Eccentric" e acho que a primeira coisa que temos que comentar no caso específico dessa é a música em si.
Há uma experimentação bem interessante em "Eccentric". Melodicamente, grande parte da base da música é feita em uma base relativamente simples de piano e bateria. O que acontece é que a música se constrói aos poucos, com trocas relativamente sutis entre os versos.
A música possui coisas bem interessantes estruturalmente. A primeira delas é que ela segue uma estrutura bastante conhecida na música, mas consegue variar o suficiente para que ela seja pouco reconhecível. A estrutura mais conhecida da música é a verso-refrão-verso-refrão-ponte-refrão. Você certamente consegue pensar uma centenas de músicas com essa estrutura, porque ela é a mais utilizada na maioria dos gêneros musicais.
Isso, claro, não é um padrão universal. Na música eletrônica por exemplo a estrutura mais famosa é a Build-Drop-Payoff. Eu não sei qual seria o equivalente exato em português, mas é provável que seja algo como "Construção-Queda-Recompensa".
"Eccentric" está mais encaixada na primeira, mas com algumas variações interessantes. Variação é a palavra chave aqui, junto com percepção.
Se você ouvir a faixa sem vocais, você vai notar que a base da música é muito parecida o tempo todo. Há alguns incrementos de camadas no refrão, com outros instrumentos sendo incorporados ou retirados, mas tudo de forma muito sutil. O que normalmente seriam consideradas viradas, geralmente não são viradas reais. É como se a música sinalizasse que está trocando o verso ou entrando no refrão, mas dentro desses ambientes, houvesse pouquíssima diferença com o que está fora. De certa forma, a faixa sem vocal, soa até um tanto quanto plana, com poucos picos e vales.
Quase toda a percepção de refrão e versão é feita pelos vocais da música. Os vocais variam entre a entrega de versos falados e de versos cantados, e quase toda a tensão da música é construída dessa forma. Aqui também há de se elogiar a entrega vocal, que é toda muito bem feita. Como fã também não posso deixar de elogiar que a maioria dos membros tem alguma parte marcante dentro da música..mp4_snapshot_01.47.218.jpg)
A letra de "Eccentric" é enorme. Ela tem uma quantidade bem grande de versos para uma música pop, e assim como a música, o segredo está nas variações de versos parecidos. O título da música é quase autoexplicativo sobre o conteúdo da letra. A música fala, claro, sobre ser excêntrico. Nesse caso, excêntrico significa só alguém que não está dentro do que as pessoas esperam.
"Uma pessoa disse que é assim,
Outra pessoa disse que é daquele jeito,
É o tipo de boato que não tem origem
Quanto menos fatos, mais ele espalha
Apenas parece desse jeito,
Mas na verdade geralmente é assim,
Eles dão opiniões sem conhecer a pessoa
E uma versão diferente de mim passa a existir"
Na maior parte da música o eu-lírico fala sobre a percepção das pessoas sobre outras pessoas. Dessa forma, quando os rumores passam a se acumular, uma outra versão de você mesmo passa a existir. Essa versão é a percepção que as pessoas tem de você, e não quem você realmente é. O eu-lírico também percebe nos versos seguintes, que há um limite do que ele como pessoa pode fazer quanto a isso:
"Mas eles não ligam para a verdade,
Fazê-los entender é uma perda de tempo,
Eu posso derrubar esses dominós mal-intencionados
Mesmo que você peça para parar,
Eles vão continuar
E toda vez que você tenta corrigi-los
Eles apenas começam tudo de novo
Estou já estou cansada disso!"
A percepção do eu-lírico é que apenas dizer "a verdade", que nesse caso seria mostrar quem você realmente é, não é o suficiente nesse caso. Essa é uma parte difícil do drama, porque há dois cenários na vida real.
O primeiro é que, de fato, as pessoas criam imagens sobre nós, e frequentemente essas imagens não são precisas. Isso não deve ser confundido, é claro, com a imagem que nós mesmos construímos. Se você constrói uma imagem ruim com suas atitudes, é natural que as pessoas tenham uma imagem ruim de você. Esse não é o drama do eu-lírico.
O refrão da música, que acontece após mais uma estrofe de constatações do eu-lírico, tem uma mensagem interessante e que acho que ressoa com muitas pessoas. Ser um excêntrico pode ser libertador, e aceitar isso pode ser a saída para você, mas há um custo nisso.
"[...]
Eu sou excêntrica, e estou tranquila com ser estranha
Acho que é mais fácil não ser compreendida
O olhar das pessoas passa a não incomodar,
Vou cortar laços com o amor,
No fim você encontra liberdade quando você se destaca"
Eu pelo menos interpreto que "cortar relações com o amor" é o custo de aceitar essa condição. O problema é que é um custo alto para a maioria das pessoas.
Um dos meus versos favoritos é um que aparece mais adiante na música.
Lendo a maior parte do verso, é bem fácil de interpretar ele como sendo totalmente positivo. Aceitar que você é um excêntrico aos olhos da sociedade pode ser libertador. Você passa a não se incomodar com as pessoas e há inegavelmente uma certa sensação de liberdade nisso. Entretanto, no meio da estrofe há o verso "愛なんて縁を切る/ Ai nante en wo kiru", cuja tradução seria aproximadamente "cortar relações com o amor".
"[...]
É tudo ficção barata
Que vêm de uma inocência infantil
O mundo está cheio de mentiras e enganações
"Embora o rio esteja limpo, não há nenhum peixe"
Alguém diz com cara de sabe tudo
Não há chance que eu nadaria
Em um rio sujo como esse
[...]"
Esse verso ressoa bastante com a relação difícil que algumas pessoas tem com certos ritos sociais. Infelizmente, para que possamos ser membros da sociedade, nós frequentemente aceitamos coisas que normalmente seriam contra nossas próprias convicções, e até as convicções da própria sociedade em geral. Trabalho é um exemplo clássico disso. A grande maioria das pessoas já teve um emprego ruim do qual teve de aguentar para pagar as contas... ou simplesmente para não passar a imagem que você é um fracassado para os outros.
Por isso, algumas vezes, ser excêntrico inclui não aceitar nadar nesse rio sujo ao qual algumas pessoas juram ser completamente limpo. Ninguém é excêntrico o tempo todo, todos nós seguimos alguns ritos e definições importantes.
O MV de "Eccentric" em grande parte se passa em uma escola. Eu não tenho tanta coisa assim para falar do videoclipe, exceto que acho ele esteticamente muito bom. Não acho que havia muitas maneiras de fazer esse videoclipe ressonar tanto com a letra, mas eles conseguiram com um relativo sucesso..mp4_snapshot_01.53.451.jpg)
"Eccentric" tem esses uniformes, que eu acho pessoalmente um dos mais bonitos do Keyakizaka46. Talvez você queira esquecer, mas esse era o uniforme usado no segundo drama do Keyakizaka46 "Zankoku na Kankyakutachi", que é péssimo. Bom, dá para dizer que o melhor momento é quando acaba, porque o encerramento do drama é "Eccentric'.
Outra coisa bem legal do videoclipe é que ele meio que transformou a Neru em uma espécie de segunda center. Oficialmente, a center dessa música é a Techi, mas a Neru é bem proeminente como figura central do videoclipe, com até mais cenas solo do que a própria Techi.
Falando na Techi, na mesma entrevista que citei antes para Rockin in Japan, ela fez alguns comentários interessantes sobre "Eccentric"
- Você disse anteriormente que "Fukyouwaon" era "essa garota é incrível". Você estava vendo alguém dessa forma, um alguém que não é você mesma, em Eccentric?
H: Em "Eccentric", o que estava dentro de mim era um protagonista masculino. Houveram partes que eu entendi dessa forma, onde eu estava fugindo de coisas que eu odiava. [...]
- Quando você performa Eccentric, você sente que tem que expressar a história dessa garoto?
H: Quando eu consigo fazer apropriadamente, talvez eu me torne o meu "Eu-excêntrico". Mas agora eu não sei que sentimento eu tenho. Acho que tenho o sentimento de "Ok. Eccentric. Aqui está"..mp4_snapshot_03.25.561.jpg)
Acho a coreografia interessante, embora "Eccentric" tenha sofrido demais com algumas performances incompletas e algumas até bem ruins. Esse segmento final, eu sempre tive a impressão que a intenção era fazer com que elas dançassem como marionetes, o que faria sentido com a música. Pessoalmente, não me incomoda que a coreografia seja um tanto mais experimental, mas também consigo entender as pessoas achando ela esquisita.
Como mencionei, "Eccentric" sofreu com algumas performances ao vivo ruins.
A do Keyaki Republic de 2017, que vou falar um pouco mais adiante, é uma que não cai no lado ruim da cerca, mas por algum motivo eles decidiram retirar o verso da Yonetani, que estava ausente na apresentação. Bizarramente, há só um silêncio na parte dela na música. A performance no geral é boa, mas não sei exatamente o por que outra pessoa não podia simplesmente fazer o verso dela para aquela performance em específico.
Essa decisão é similar a outra que foi tomada na turnê de divulgação do álbum, na apresentação em Nagoya. Na ocasião, a Techi informou ao staff que não participaria do concerto. No documentário do grupo, chamado "Bokutachi no Uso no Shinjitsu", eles citam que o motivo seria que ela não estava confiante na performance dela. Não há grandes detalhes do que isso significava na prática. Como o anúncio foi feito relativamente em cima da hora, eles não conseguiram trocar a center de "Eccentric".
Então aconteceu uma loucura poucas vezes vista. A música foi toda performada sem as partes da Techi, o que significa que grande parte da música foi de silêncio completo e spotlight vazio. Essa performance geralmente é citada pelos membros como, possivelmente, a pior que o grupo já fez. Para os concertos seguintes, eles tiveram tempo de ensaiar com centers alternativas.
CAPAS
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| Regular | Type A | Type B | Type C | Type D | Complete Edition |
"Fukyouwaon" teve ao todo cinco capas diferentes, além de uma específica para a versão digital. Gosto muito da versão do Type A e Type B, sendo a Type B minha favorita. Acho que ela é a que mais mostra o uniforme, que é muito bonito. Ela tem uma definição de cores que as outras não tem.
A Type D tem a versão com as meninas do Hiragana Keyakizaka46, com uma versão alternativa do uniforme de Fukyouwaon, com cores um tom de azul diferente.
As capas seguem bem o estilo estabelecido nos outros singles, e acho bem mais bonito do que a maioria das capas que o Nogizaka46 vinha fazendo na época. Por fim, acho que a Complete Edition é a que mais destoa em termos de qualidade, mesmo que a foto em si seja boa. É certamente a menos memorável do conjunto.
FIGURINOS
"Fukyouwaon" especificamente teve uma variedade bem grande de figurinos, embora nem todos sejam contemporâneos da época do single. As meninas do Hiragana usaram duas variações em algum momento, de um tom de azul menos vibrante (como vemos na capa do Type D), e essa versão cinza e vermelha.
Eu não gosto muito dessa versão cinza e vermelha. Não acho que combine muito.
A versão vermelha da foto acima, foi a utilizada no Kouhaku de 2019, que acabou por ser a última performance da Techi com o grupo, e de certa forma, o início do fim do grupo. A performance pelo menos é boa.
O uniforme principal é o azul, que é extremamente bonito. A Shinobu certamente gostava desses figurinos com esse tipo de fecho. Acho que o uniforme ainda mantém alguma coisa de elegante, mas é simplesmente bonito como um todo. O tom de azul escolhido também é bem vibrante, algo que eu pessoalmente gosto.
O uniforme de "W-Keyakizaka no Uta" não foi muito utilizado em performances, mas era bem bonito também. Acho que a ideia era fazer alguma coisa que misturasse o estilo de figurinos do Keyakizaka com um uniforme escolar. Acho que deu certo, e acho a versão do Hiragana, com esse tom de verde, até mais bonito do que a versão normalmente usada pelo Kanji Keyaki.
"Hohoemi no Kanashii" tem um uniforme bem básico. É só um seifuku com uma cor bonita. Não tem muito o que comentar sobre. Tanto que geralmente esse figurino não é usado nas performances ao vivo - geralmente eles mantém o que elas estão usando no momento.
"Eccentric" tecnicamente possui dois figurinos. Um deles é o que vemos na parte da sala de aula durante o videoclipe. Novamente, ele é bem básico, mas bonito. O uniforme mais lembrado é o da foto acima, usado também no videoclipe, mas principalmente no drama, que sempre vou fazer questão de lembrar, é horrível.
Esse segundo figurino é muito bonito. Ele segue a linha de outros uniformes do grupo, com uma cor bonita e vários detalhes que combinam muito bem. A gravata borboleta é a cereja do bolo.
CONCERTOS E ESPECIAIS DE TV
Do que é possível falar dela, as performances foram muito boas e muito bem produzidas. Infelizmente vou ficar devendo um comentário mais aprofundado sobre o concerto como um todo, já que infelizmente ele não está disponível na íntegra.
Há ainda uma participação no Haru FES de 2017. Sendo bem honesto, eu até encontrei, mas consegui baixar cerca de 10% em quase três semanas, quando comecei a juntar as coisas para ver. Então infelizmente esse vai ficar de fora. Eu não me lembro de ter visto essa performance, ou talvez tenha visto alguma música solta, então não vou comentar sobre.
MUSIC STATION 14/04/2017
Talvez a performance de TV mais relevante e lembrada seja a feita no Music Station, poucos dias após o lançamento do single.
Como é comum na TV, a versão apresentada foi bastante encurtada, durando só cerca de 2min30seg. A performance é extremamente bem feita, só que claramente o tamanho do palco do Music Station dificultou um pouco a apresentação. A formação do grupo estava bem mais próxima, o que acredito ter atrapalhado um pouco a apresentação. Nada demais, só um detalhe mesmo.
É muito perfeito que esse seja o último frame do vídeo.
KEYAKI KYOUWAKOKU 2017
O grande concerto dessa era é sem dúvida nenhuma o Keyaki Kyouwakoku de 2017. Ele iniciou uma tradição que durou alguns anos de concertos feitos aos pés do monte Fuji, com um concerto mais ao estilo festival, fugindo um pouco do padrão de arenas e estádios.
Eu falei do Keyaki Republic de 2018 em um outro post, e citei que ele é provavelmente meu concerto favorito. Tudo parecia tão divertido! Há também um outro post pessimamente escrito nos primórdios disso aqui, sobre o Keyaki Republic de 2019. No fim, acho que o de 2017 foi o que menos comentei.
O Keyaki Republic de 2017 não fica muito atrás. Ele também é uma execução incrível da ideia que eles tiveram. Também tenho que elogiar que a versão em DVD/Blu-Ray fez um ótimo trabalho de capturar a atmosfera do concerto. Acho o trabalho de câmeras levemente melhor no de 2018, mas já era bem feito aqui.
Sobre as performances em si, há algumas de destaque, que estão entre as melhores versões de certas músicas. "Silent Majority" de 2017 é extremamente bem executada, e acho levemente melhor que a versão de 2018, que também é excelente. A versão de "Sekai ni wa Ai Shika Nai" é boa, mas acho abaixo da versão que vemos em 2018 e também da do Tokyo Dome.
Há alguns deslizes, como na já citada performance de Eccentric, em que a parte da Yonetani não foi cantada (ao contrário do caso de Nagoya, onde eles não tiveram escolha). Acho que um outro pequeno deslize, e esse é mais um incomodo pessoal, é que eles tentaram marcar pressão e saíram jogando errado.
O concerto começa com as três A-Sides do single no começo do concerto. Isso significa que todas elas foram apresentadas com o figurino de Silent Majority. Eu gosto de ver os figurinos diferentes nesses concertos maiores - e quando eles finalmente aparecem mais adiante no concerto... eles já não tem mais as suas músicas para apresentar.
Por outro lado, algo para se mencionar sobre o setlist é que é bem impressionante que um grupo com pouco mais de um ano tinha um setlist já tão forte. Muitas das músicas desse setlist seguiram com o grupo praticamente até o seu último concerto.
Talvez um dos momentos mais lendários desse concerto seja a performance da Techi em "Shibuya Kara PARCO ga Kieta Hi". Essa é a performance em que ela entra no palco em uma moto. Acho que essa performance é uma das que mais mostram a presença de palco que a Techi já tinha. Essa é sem dúvida a performance definitiva dessa música.
Concerto é para ter maluquice mesmo. Se eu quiser a versão comportada eu vejo o videoclipe.
Outra coisa... eu não faço ideia que tecido é esse, mas eu sinto uma vontade irracional de comprar e ficar passando a mão nele.
As meninas do Hiragana também fizeram uma ótima performance de "Bokutachi wa Tsukiatteiru". Gosto bastante desse uniforme delas. Dentro do show, ela é uma última música "feliz" antes de uma sequência de músicas mais sombrias do Keyaki. Dentro desse mesmo concerto elas voltam para apresentar uma das melhores músicas delas no período pré-Hinatazaka, que é "Dare Yori mo Takaku Tobe". Eu não lembro se elas já tinham tido concertos grandes assim antes disso, mas vou dizer que elas se saíram muito bem. Há até um segmento extra na música, onde elas tem um tempo maior para dançar, e sendo bem honesto, é bem mais legal do que eu lembrava.
As dance tracks são absolutamente incríveis. Acho justo que um grupo que dança tão bem tenha um showoffzinho de tempos em tempos. Devo aproveitar para falar sobre como a produção desse concerto é bem interessante.
Ele é de certa forma uma superprodução. Eles fizeram um concerto a céu aberto com jatos de água e um palco enorme. Só que há uma certa simplicidade nele. Não há tantos efeitos de tela como vimos no Tokyo Dome ou na turnê do álbum, o que é certamente menos impressionante para os olhos, mas muito melhor para apreciar as apresentações.
O concerto tem dois encores, algo que foi mantido para a edição de 2018. A música destaque do primeiro encore é "Fukyouwaon". Certamente não é a melhor música para se performar depois de 17 músicas, mas certamente é a canção certa para fechar um concerto. Há outras performances de Fukyouwaon que eu gosto mais, mas essa é uma boa apresentação sem dúvida nenhuma. Talvez seja tecnicamente a melhor, mas algumas outras contam com uma produção mais impressionante. Também tem o extra de ser com os membros originais da música. As interações do público nessa música devem ser notadas, porque são ótimas.
Para fechar o segundo encore a música escolhida para fechar o concerto foi "Abunakkashii Keikaku", que é a música de hype do grupo. Novamente, essa versão não consegue bater a versão de 2018, mas é uma boa versão também. As interações dos fãs nessa música são sempre insanas.
O Kyouwakoku de 2017 é bem lendário também, e acho que ele sedimentou todas as fundações para o concerto de 2018 que é o meu favorito do grupo. Há alguns poucos descuidos, mas é impressionante o que foi feito de qualquer forma.
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RANKING DO SINGLE
REFERÊNCIAS:
[1] Sakamichi Notes: Hirate Yurina: long
interview from December Rockin' On Japan magazine








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